Uma nova investigação contra o padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, resultou na prisão temporária dele na sexta-feira (5), em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele é investigado por suspeita de estupro de vulnerável, em um caso que tramita sob sigilo.
O religioso já havia sido condenado pela Justiça em outro processo relacionado a crime sexual contra uma criança em Franca. A sentença foi dada em julho de 2009, quando ele recebeu pena de 12 anos de prisão por estupro e atentado violento ao pudor contra uma menina de 10 anos. Conforme o Ministério Público de Franca, o crime teria ocorrido em 2006.
Na investigação atual, uma jovem de 19 anos relatou à polícia que o padre oferecia bebidas alcoólicas a ela e ao namorado, de 18 anos. Os dois seriam coroinhas. A prisão foi cumprida pela Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande, que também solicitou medidas para impedir a aproximação e o contato com as vítimas.
A defesa afirma que a prisão é temporária e não representa condenação ou reconhecimento de culpa. Os advogados também informaram que solicitaram habeas corpus e sustentaram que a condenação anterior teve a pena cumprida e extinta. A Diocese de Santos declarou ter tomado conhecimento da prisão e afirmou que acompanhará o caso e adotará as medidas previstas pela Igreja.