Aos 41 anos, Icimélia Alves Veloso morreu depois de ser atingida por um disparo de arma de fogo desferido pelo vereador Romildo Veloso e Silva, de 69 anos, durante a cerimônia de assinatura do divórcio do casal. O crime ocorreu na quarta-feira (3), dentro de um escritório de advocacia em Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará. O ex-marido, principal suspeito dos tiros, foi encontrado sem vida no mesmo local.
Icimélia chegou a ser internada em estado gravíssimo na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Regional da PA-279, mas não resistiu aos ferimentos. Inicialmente, ela havia sido socorrida ao Hospital Municipal de Ourilândia do Norte e, por volta das 17h do mesmo dia, transferida para a unidade regional.
De acordo com a Polícia Militar (PM), o casal se dirigiu ao escritório para oficializar a separação e a partilha de bens. Eles estavam afastados há três meses, e o vereador não aceitava o fim do relacionamento. Funcionários do local contaram que Romildo pediu ao advogado que os deixasse a sós para uma conversa com a ex-esposa. O profissional saiu da sala e, instantes depois, ouviu os estampidos dos tiros.
Ao ingressarem no imóvel, os policiais encontraram Icimélia sentada em uma cadeira, com um ferimento de bala na região posterior da cabeça, mas ainda apresentando sinais vitais. Já Romildo foi achado morto no banheiro, com um disparo na cabeça. Um revólver estava posicionado ao lado do corpo da autoridade municipal.
A mulher recebeu os primeiros atendimentos ainda pela equipe policial antes de ser levada ao hospital municipal. A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias que levaram ao homicídio seguido de suicídio (ou morte do autor, ainda a ser esclarecida).