terça-feira, 7 de julho de 2026

Zema propõe taxa sobre salário de egressos de universidades federais e acirra disputa na direita liberal

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) lançou uma proposta de cobrança de 1% sobre os rendimentos de profissionais formados em universidades federais, medida que apresentou como alternativa para financiar o ensino superior público sem a imposição de mensalidades diretas. A declaração se insere em uma sequência de posicionamentos de forte impacto adotados pelo político como estratégia para ampliar sua projeção nacional na pré-campanha presidencial. A disputa pelo eleitorado da direita liberal ganhou, assim, um ingrediente de elevado teor econômico e social.

A sugestão de contribuição dos egressos provocou reação imediata de centrais sindicais e entidades do setor educacional. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) acusaram o ex-governador de buscar o enfraquecimento do financiamento estatal. O episódio ajuda a moldar a imagem que Zema tenta consolidar no cenário nacional: a de um administrador de perfil empresarial, disposto a confrontar estruturas consolidadas em nome do equilíbrio fiscal e do controle rigoroso de gastos.

A polêmica na educação soma-se a outra fala de grande repercussão. Durante participação no podcast Inteligência Ltda, o mineiro defendeu a flexibilização das normas que restringem o trabalho na infância e na adolescência. Ao traçar paralelo com os Estados Unidos, onde, segundo ele, jovens entregam jornais por valores simbólicos, Zema classificou como mito a ideia de que o trabalho prejudica os jovens. Diante das críticas severas de organizações não governamentais e especialistas em direitos humanos, o político recuou. Em vídeo, esclareceu que sua intenção era propor a ampliação do programa Jovem Aprendiz a partir dos 14 anos como ferramenta de proteção contra a criminalidade.

A retórica de Zema também escalou no enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal. O ex-governador afirmou que ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli deveriam ser presos, e não apenas afastados por impeachment, sob a acusação de tolerância com a corrupção. O embate transformou-se em caso judicial quando o ministro Gilmar Mendes solicitou investigação contra o político por calúnia, após a divulgação de vídeos satíricos nas redes sociais que mencionavam fraudes no Ministério da Educação. Em movimento de alinhamento com segmentos mais conservadores, Zema também manifestou apoio à anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro em Brasília.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

'Car4lh0 que o parta': gente do Detran perde a paciência com advogado durante blitz
'Car4lh0 que o parta': gente do Detran perde a paciência com advogado durante blitz
empresario3
Homem tenta m@tar a esposa com sedativos dentro de hospital
img_3227
Demora no atendimento, caos e vidas em risco: Check Up Hospital, em Manaus, recebe novas denúncias de pacientes
Após espancar a mulher, valentão enfrenta policiais e é contido com Taser
Após esp4ncar a mulher, valentão enfrenta policiais e é contido com Taser
Após ataques ao Nordeste e à Zona Franca de Manaus, Justiça manda suspender perfil de influenciador
Após ataques xenofóbicos ao Nordeste e à Zona Franca de Manaus, Justiça manda suspender perfil de influenciador
mha
Justiça do AM mantém demissão de trabalhador da Michelin que am3açou de m0rt3 colegas LGBTQIA+
flagraa
Padre pego com a noiva do fiel da igreja pede R$ 300 mil de indenização da Globo, Record e SBT
creeper
'Olhos famintos'? Entidade 'demoníaca' do PE é pr3sa após assustar moradores na madrugada
Homem destrói estúdio de personal e culpa profissional por deixar ex-esposa “no shape”
Homem destrói estúdio de personal e culpa profissional por deixar ex-esposa “no shape” e causar fim do relacionamento
x(37)
Licitação de R$ 6,4 milhões para construção de casas em Rio Preto da Eva é alvo de suposta irregularidade envolvendo servidor
Verified by MonsterInsights