O policial civil e piloto de helicóptero Felipe Marques Monteiro morreu neste domingo, após meses de luta contra as sequelas de um tiro de fuzil recebido durante uma operação na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio, em 2025. Ele estava a bordo de uma aeronave do Serviço Aeropolicial quando foi atingido por disparos de criminosos que atuavam na região.
Na ocasião, Felipe foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, em estado gravíssimo. Os primeiros exames apontaram a perda de aproximadamente 40% da estrutura craniana. Após o atendimento inicial, ele conseguiu deixar a unidade e retornar para casa, mas ainda precisou se submeter a novos procedimentos cirúrgicos nos meses seguintes.
A trajetória de recuperação incluiu um longo período de internação no Hospital São Lucas Copacabana, onde ficou por nove meses. Em dezembro do ano passado, recebeu alta hospitalar para dar início à fase de reabilitação. À época, o médico Renato Ribeiro, que acompanhou o caso, destacou que o policial entrava em uma nova etapa do tratamento. No entanto, complicações recentes no quadro de saúde exigiram uma nova internação, e ele não resistiu.
A viúva de Felipe, Keidna Marques, prestou uma homenagem nas redes sociais: “Um guerreiro do início ao fim. Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido”.
O Governo do Rio de Janeiro e a Secretaria de Polícia Civil lamentaram a morte e manifestaram solidariedade à família e aos amigos. Em nota, destacaram a batalha travada pelo policial: “Desde então, ele travou uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida, marcada pela força, fé e dedicação da família, especialmente de sua esposa, mobilizando colegas de profissão, amigos e todos os que torciam por sua recuperação”.