A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, indiciou o empresário Oséias Gomes, CEO da Odonto Excellence, apontado como mandante e financiador do homicídio do funcionário, José Claiton Leal Machado, morto em uma emboscada em 2022. Outras quatro pessoas também foram implicadas no crime; uma delas segue foragida.
Além de Oséias, Diones Henrique Rodrigues Raimundo foi identificado como o executor direto do assassinato. Ele já havia sido indiciado e condenado pelo crime. Wallax Alves da Silva e João Victor da Gama Cezário também foram denunciados e aguardam julgamento de recursos em liberdade.
A coordenação da ação criminosa, segundo a polícia, coube a Paulo Santos da Silva, conhecido como “Pastor Paulo”. Ele foi igualmente indiciado, mas permanece foragido. De acordo com a PCPR, tanto Paulo quanto Wallax e João Victor deverão ser submetidos a júri popular após o esgotamento dos recursos.
O trabalho investigativo envolveu análise de registros digitais e de geolocalização dos suspeitos, quebra de sigilos bancários e oitiva de dezenas de testemunhas. Segundo o delegado Luis Timossi, responsável pelo caso, a motivação do crime está ligada a disputas empresariais.
“A vítima foi executada em uma ação planejada, em modelo de emboscada, e financiada por meio de transferências bancárias de contas controladas pelo empresário para os envolvidos na logística do crime”, detalhou Timossi.
O relatório aponta que Oséias utilizou uma rede de intermediários para viabilizar a execução de José Claiton, que era funcionário da Odonto Excellence. Transferências bancárias em datas próximas ao homicídio foram rastreadas até operadores logísticos do crime, somando valores destinados ao custeio da operação e pagamento dos executores.
A polícia destacou ainda que, em vida, a vítima havia manifestado a familiares o temor de que Oséias pudesse atentar contra sua integridade física. As divergências teriam se intensificado quando José Claiton planejava abrir uma clínica concorrente, entrando em choque com o CEO da empresa.
Oséias Gomes foi indiciado por homicídio qualificado, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O relatório final foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Paraná (MPPR) para os desdobramentos legais.