sábado, 9 de maio de 2026

Vídeo contradiz versão policial e revela jovem imobilizado antes de ser morto a tiros em operação da PC

Familiares de Rosimilck Rick Maciel Amorim, assassinado aos 22 anos em 7 de novembro de 2024, no município de Oeiras do Pará, obtiveram acesso às imagens das câmeras de segurança da residência onde o crime ocorreu. As gravações revelam circunstâncias que contrariam frontalmente a narrativa oficial apresentada pelos agentes envolvidos na operação.

A ação foi comandada pelo delegado Marcello Henrique Carvalho Cunha, de 36 anos, e motivada por uma suposta denúncia anônima. Segundo a versão inicial, Rosimilck estaria guardando drogas e armas de fogo a serviço de uma organização criminosa. A equipe invadiu a casa da vítima sem autorização judicial.

Imobilizado e rendido

A versão dos policiais sustentava que o jovem teria atirado contra a equipe, forçando uma reação em legítima defesa. No entanto, as imagens das câmeras de segurança mostram um cenário completamente diferente: um policial, com o apoio de pelo menos outros dois agentes, conduz Rosimilck para dentro do quarto sob um golpe de estrangulamento conhecido como “mata-leão”, completamente imobilizado e sem qualquer possibilidade de defesa.

Os disparos fatais foram efetuados pelo investigador da Polícia Civil Alysson Viana Guedes, que aparece encapuzado na gravação ao lado de outros dois agentes, identificados no processo como sargento da PM Natal e cabo da PM Tavares. No depoimento, o investigador alegou ter sido surpreendido por uma “súbita reação do suspeito”, que teria se apoderado de uma arma escondida ao lado da cama e efetuado disparos contra os policiais. A perícia, contudo, não sustenta essa versão de forma independente.

Inquérito arquivado sob controvérsia

O inquérito que apurou a conduta dos agentes foi presidido pela delegada Daniela Mendes de Souza Oliveira, do município de Abaetetuba. Ela concluiu pela legítima defesa na ação policial e não indiciou os envolvidos por homicídio. A promotora de Justiça de Oeiras, Isolda de Pontes Prato, concordou com o entendimento e pediu o arquivamento do caso. O juiz Marcello de Almeida Lopes manteve a decisão.

A defesa da família de Rosimilck, conduzida pelo advogado Hercílio de Azevedo Aquino, denuncia que a imagem que mostra a vítima sendo arrastada para o local da execução foi totalmente ignorada na apuração. “A imagem, que tem potencialidade de rodar o mundo, expondo a organismos internacionais de proteção aos direitos humanos, o terrível crime praticado por agentes do Estado, foi solenemente ignorada neste feito”, disparou o defensor em manifestação à Justiça.

Histórico do delegado

A morte de Rosimilck não é o único episódio controverso envolvendo o delegado Marcello Cunha. Mesmo sem ter completado três anos no cargo, o potiguar já acumula outras denúncias. No início deste ano, ele atirou na direção de um grupo de jovens que estavam na orla de Limoeiro do Ajuru, no nordeste do Pará, porque eles se recusaram a beber com ele. Testemunhas relatam que o delegado chegou ao local visivelmente embriagado em uma viatura. A suspeita é reforçada por vídeos que circulam na internet.

Os registros também mostram Cunha atirando contra a motocicleta de um dos jovens. Os casos revelam um padrão de condutas ilegais e levantam questionamentos sobre a forma como as investigações foram encaminhadas, frequentemente sem responsabilização direta.

Defesa contesta acusações

A defesa da família da vítima reconhece que Rosimilck já havia se envolvido com o tráfico de drogas anteriormente. Ele foi condenado como réu confesso, mas o mandado de prisão só foi expedido após sua morte. Na ocasião, foi flagrado com 4,4 gramas de cocaína e 12,9 gramas de oxi, quantidade que teria adquirido por R$ 500 para revenda na região.

Apesar desse passado, a defesa nega que ele integrasse a organização criminosa Comando Vermelho e contesta frontalmente a alegação de que seria responsável pela guarda de armamentos da facção. “Ainda que houvesse vínculo, isso não retiraria seu direito à vida. No Brasil não há pena de morte e qualquer execução configura crime”, afirma o advogado Hercílio Aquino. Na residência, foram apreendidos dois revólveres, calibres .38 e .32, mas a defesa sustenta que a posse dessas armas não comprova a função de guardião de arsenal atribuída pelos investigadores.

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