O deputado federal Adail Filho (MDB-AM) passou a ser investigado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a abertura de inquérito para apurar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. O pedido para instaurar a investigação partiu da Procuradoria-Geral da República.
A apuração aponta possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos enviados ao município de Coari, no interior do Amazonas, incluindo verbas federais destinadas por meio de emendas parlamentares. O inquérito também cita o prefeito da cidade, Adail Pinheiro, pai do parlamentar.
As suspeitas surgiram após a prisão em flagrante de três pessoas no aeroporto de Brasília, transportando R$ 1,2 milhão em espécie sem comprovação da origem do dinheiro. A análise de documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos indicou movimentações financeiras consideradas atípicas pelos investigadores.
PF vai apurar movimentações financeiras
Segundo as investigações, empresas ligadas aos citados mantinham contratos com a Prefeitura de Coari e podem ter sido utilizadas em supostas fraudes em processos licitatórios. Também foram identificados repasses feitos ao município nos anos de 2024 e 2025 que agora serão analisados pela Polícia Federal.
Na decisão, Moraes entendeu que os fatos têm relação com o exercício do mandato parlamentar, o que mantém o caso sob competência do STF. O ministro determinou o envio do processo à Polícia Federal, estabeleceu prazo de 48 horas para o encaminhamento de documentos pendentes e deu 60 dias para as primeiras diligências.
Em nota, Adail Filho afirmou que soube da investigação pela imprensa, negou qualquer irregularidade e informou que pediu acesso integral ao processo para apresentar esclarecimentos. Já Adail Pinheiro declarou que as medidas jurídicas já estão sendo tomadas e sustentou que não houve ilegalidade nos contratos firmados entre o município e as empresas citadas.