Uma mulher de 34 anos, identificada apenas como “Márcia”, faleceu no último dia 17 após passar 28 dias internada com queimaduras graves provocadas por um incêndio criminoso em sua residência, em Diadema, São Paulo. Mesmo com lesões severas e inicialmente sem condições de se comunicar, ela recuperou a consciência na UTI e fez uma denúncia que mudou os rumos do caso: apontou o ex-companheiro, Edmilson da Cruz, de 26 anos, como o autor do ataque. “Não foi um acidente doméstico, foi uma tentativa de assassinato”, afirmou ao delegado.
De acordo com o relato da vítima, Edmilson jogou álcool sobre seu corpo e ateou fogo dentro da casa onde o casal morava. Em seguida, levou Márcia desacordada ao hospital alegando que ela teria sofrido um acidente. Quando conseguiu falar novamente, já em leito de terapia intensiva, Márcia contou toda a verdade às autoridades. Ela estava com todo o corpo enfaixado, apenas a cabeça foi poupada.
Dois dias após o crime, Edmilson foi surpreendido enquanto buscava atendimento médico para tratar das próprias queimaduras, causadas durante a ação violenta. Uma equipe da Guarda Civil Metropolitana o reconheceu, e ele acabou detido pelo grupamento Maria da Penha da Guarda Municipal.
Márcia permaneceu internada por quase um mês, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. Com a morte da vítima, as acusações contra Edmilson foram agravadas. Com base no depoimento prestado por ela ainda em vida e nas demais provas reunidas pela investigação, ele agora responde por feminicídio.