domingo, 15 de fevereiro de 2026

Justiça anula júri de ex-PM após réu am3açar d3capitar juíza e jurados durante sessão por videoconferência

O Tribunal do Júri de São José do Rio Preto, no interior paulista, viveu momentos de tensão na última quinta-feira (12) durante uma sessão realizada por videoconferência. O réu Eduardo José de Andrade, ex-policial militar de 24 anos, proferiu ameaças explícitas contra a juíza e os jurados, afirmando que cortaria suas cabeças caso deixasse a prisão. Diante da intimidação, a magistrada interrompeu os trabalhos e anulou o julgamento.

Eduardo respondia pelo assassinato de Tiago de Paula, de 32 anos, crime ocorrido em novembro de 2022 no município de Cedral (SP). Durante o interrogatório, o acusado não apenas confessou a autoria dos disparos, como fez questão de enfatizar sua frieza em relação ao ato. “Eu matei, não me arrependo. Quando eu sair para a rua, vou continuar matando”, declarou, em tom desafiador.

A postura do réu, no entanto, ultrapassou os limites da confissão. Em determinado momento, Eduardo voltou suas ameaças contra os jurados que, em fevereiro deste ano, o condenaram a 29 anos de prisão por outro homicídio: o de João Gonçalves Filho, de 39 anos, também em Cedral. “Eu vou cortar a cabeça de um por um e vou mandar na casa deles no dia em que eu sair daqui”, ameaçou, referindo-se a três homens e quatro mulheres que participaram daquele julgamento.

A ira do ex-PM também se dirigiu à própria condução da sessão. “Eu vou cortar a cabeça da doutora [juíza] porque eu tenho autorização para isso”, afirmou, em clara tentativa de coagir as autoridades presentes no ato processual.

Diante das várias ameaças, a juíza responsável interrompeu a sessão e consultou os jurados sobre a possibilidade de prosseguirem com o julgamento. O primeiro a ser questionado manifestou-se de imediato: não se sentia apto a continuar após as declarações do réu. Diante disso, não restou alternativa senão anular o júri, que ainda não tem nova data para ser realizado. Eduardo permanece preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) Guarulhos II enquanto responde ao processo.

Defesa alega insanidade mental

A advogada Nayara Thibes, que representa Eduardo, informou que, imediatamente após o interrogatório, protocolou requerimento solicitando a instauração de incidente de insanidade mental do acusado.

Segundo a defensora, as declarações proferidas por Andrade durante a audiência não refletem sua personalidade em estado de lucidez plena, mas sim um quadro psiquiátrico que necessita de análise e tratamento em ambiente adequado.

A trajetória de Eduardo José de Andrade nos últimos anos é marcada por violência e envolvimento com o crime organizado. Em fevereiro de 2025, ele já havia sido condenado a 29 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de João Gonçalves Filho, crime ocorrido em dezembro de 2022. Na ocasião, Eduardo atuou como mandante, motivado por uma dívida de drogas, e contou com a participação de Pierre Henrique de Souza, que executou a vítima com um tiro na cabeça. O corpo de João permaneceu desaparecido por quatro meses, até que suas ossadas foram localizadas pela polícia em abril de 2023.

No caso mais recente, que teve o júri anulado nesta semana, Eduardo responde pelo homicídio qualificado de Tiago de Paula, morto com pelo menos sete tiros enquanto estava sentado na calçada em frente de casa. De acordo com a sentença de pronúncia, emitida em junho do ano passado, o crime foi motivado por motivo fútil e cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima. Apesar de estar de folga no momento do assassinato, Eduardo utilizou uma arma da corporação para executar os disparos.

Além das condenações por homicídio, o ex-policial também possui registro criminal por tráfico de drogas. Com as sentenças já proferidas, a Justiça determinou a perda do cargo de policial militar e, consequentemente, da função pública que exercia.

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