terça-feira, 1 de setembro de 2026

Irmão de menina de 8 anos e$tupr@da e m0rta vê ‘justiça divina’ na m0rte do ass@ssind0 d3capitad0 e carbonizad0 53 anos depois

Carlos Cabrera Crespo, irmão de Araceli, vítima de um dos crimes mais chocantes de violência infantil do Brasil, reagiu à morte violenta de Dante de Brito Michelini, de 76 anos, encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Guarapari (ES) na última terça-feira (3). Dante havia sido absolvido pela Justiça pela morte da menina em 1973.

“Só queria que meus pais estivessem vivos para ver que Deus não falhou”, desabafou Carlos. Ele criticou a investigação original do caso, que completa 53 anos em 2026: “Um crime mal investigado, onde não fizeram sequer, ao que me consta, perícia em vários locais. No carro dos suspeitos, onde supostamente minha irmã foi levada e dopada”.

Para ele, a Justiça terrestre falhou com a família, mas há agora um sentimento de “justiça divina”. “Deus deixou esta pessoa viver bastante tempo para ele sofrer na consciência dele o mal que ele fez. Se é que ele tinha consciência. Deus tarda, mas não falha nunca”, afirmou.

Investigação e identidade confirmada

A Polícia Civil trata o caso como homicídio e investiga as circunstâncias da morte. O corpo foi oficialmente identificado nesta quinta-feira (5) por exame papiloscópico no IML de Vitória. A cabeça da vítima ainda não foi localizada.

Dante pertencia a uma das famílias mais tradicionais do Espírito Santo. Seu avô dá nome a uma importante avenida da capital. Ao longo dos anos, a família recusou-se a comentar publicamente o caso Araceli. Em rara declaração, em 1993, seu pai, Dante de Barros Michelini, negou qualquer envolvimento: “Nem eu, nem meu filho conhecíamos a Araceli, nem a mãe, nem o pai, nem coisa nenhuma. Fomos ligados ao caso após uma notícia de jornal”.

Repercussão histórica do crime

Araceli Crespo tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória, em 1973. Dante foi um dos três principais acusados. Condenado inicialmente em 1980, teve a sentença anulada pelo Tribunal de Justiça do ES. Após cinco anos de revisão, todos os réus foram absolvidos por falta de provas e o caso arquivado.

A impunidade do crime motivou a criação do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio (Lei Federal 9.970/2000). A data mantém viva a memória de Araceli e promove anualmente debates sobre a proteção de menores no Brasil.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

41520c66-2b50-4dc5-9bb1-0b6c25d34666
Na Praça 14, Roberto Cidade apresenta propostas e reforça compromisso com a segurança pública
9dd7b4db-987f-4219-ac73-dcb6529cf39a
Thaisa Cidade acompanha início de curso inédito de Informática do Cetam para adolescentes com TEA
d3b08657-a95a-45e0-9f26-f157bd869e37
Empreendedorismo de mulheres idosas do interior tem amparo em lei de Adjuto Afonso
1a22c4b6-44d4-489f-a996-342e96ff3f40
Governador Roberto Cidade lança Operação Bairro Seguro e Ocupação e reforça efetivo com mais de 500 alunos soldados
mulher-brasileira
Brasileira viraliza ao contar como viu marido sendo ex3cutad0 por homem em estrada: 'At1rou na cabeç@'
3082a84f-cc46-4594-821c-23edcca09e62
Em quatro meses, Roberto Cidade entra no grupo dos governadores mais bem avaliados do país
IMG_2122
Capitão Alberto Neto propõe Pacto Nacional para endurecer combate à violência contra a mulher
03e8300a-b8e0-4a86-8759-657282a04196
Roberto Cidade destaca propostas para a educação durante caminhada no Santo Agostinho
489da45e-aa4c-451a-bf43-09486e315dfd
Lei de Adjuto Afonso incentiva o empreendedorismo de mulheres dos povos originários
c60c51af-0514-4798-b754-0b8bc4253484
Governador Roberto Cidade vistoria obras da Maternidade Azilda Marreiro, na zona norte de Manaus
Verified by MonsterInsights