sábado, 17 de outubro de 2026

MP-AM recomenda suspensão dos registros de médica e técnica envolvidas na m0rt3 por overd0se de cr1ança

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) posicionou-se a favor da suspensão do exercício profissional da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Rayssa Marinho, ambas investigadas pela morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos. O óbito ocorreu no Hospital Santa Júlia entre o sábado (23) e a madrugada de domingo (24), por overdose de adrenalina na veia.

Em manifestação protocolada nos autos do processo, o promotor Fabrício Santos de Almeida recomendou a aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão, que havia sido solicitada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) mas negada pela Justiça – que concedeu habeas corpus preventivo à médica, permitindo que responda às investigações em liberdade.

Como principal medida, o MP-AM propõe a suspensão imediata das atividades profissionais das duas investigadas junto aos respectivos conselhos de classe. Na manifestação, o promotor argumenta existir “justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais”.

Além da suspensão profissional, foram solicitadas outras medidas cautelares com base no artigo 319 do Código de Processo Penal, incluindo a obrigação de comparecimento periódico em juízo, proibição de aproximação da residência da família da vítima e vedação de saída de Manaus sem autorização judicial.

As mesmas restrições foram requeridas para a técnica de enfermagem Rayssa Marinho, mantendo a paridade de tratamento entre as duas profissionais investigadas no caso.

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