Uma invasão a uma residência no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, terminou com três criminosos mortos e um quarto detido na tarde desta quarta-feira (14). O imóvel, localizado em uma das áreas mais nobres da capital paulista, pertence à família Matsunaga e é habitado pela filha adolescente de Elize e Marcos Matsunaga, de cerca de 15 anos, que vive com os avós paternos, Mitsuo Matsunaga e Misako Kitano.
Segundo a polícia, o grupo rendeu e amarrou as pessoas que estavam na casa antes da chegada das autoridades. O alerta foi dado por um vigilante responsável pela segurança da rua, que percebeu movimentação suspeita no interior da mansão e acionou uma equipe da Rota que patrulhava a região.
Ao perceberem a presença dos policiais, os assaltantes teriam atirado contra os agentes, que revidaram. Três integrantes do grupo foram mortos e um quarto foi preso após ser baleado. Outros suspeitos teriam conseguido escapar. Nenhuma das vítimas saiu ferida.
De acordo com os investigadores, o objetivo dos criminosos era roubar dinheiro e objetos de valor da residência. Há divergências entre as informações divulgadas sobre se a filha de Elize e Marcos e os avós paternos também foram feitos reféns ou se não estavam no local no momento da ação.
Segundo assalto em menos de dois anos
Ainda que não haja confirmação sobre a presença da adolescente na invasão desta quarta-feira, a jovem já havia sido feita refém em outra ocasião. Em agosto de 2023, a mesma mansão foi alvo de assaltantes, que mantiveram a menina e os avós paternos sob domínio por algumas horas.
Naquele episódio, os criminosos levaram 20 mil reais em dinheiro, joias, relógios, celulares e um notebook, além de duas pistolas registradas em nome de Mitsuo. Antes de fugirem, amarraram os pais e a filha de Marcos Matsunaga.
Condenada a 16 anos de prisão pelo assassinato do marido, o empresário Marcos Matsunaga, em 2012, Elize cumpriu dez anos em regime fechado e atualmente está no regime aberto. Desde o crime, ela não tem contato com a filha.
Elize busca na Justiça o direito de se aproximar da jovem, mas os avós paternos tentam impedir qualquer reaproximação enquanto a menina for menor de idade. A família também move um processo para retirar o nome de Elize da certidão de nascimento da adolescente.