quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Tenente-coronel pres0 por m@tar a esposa é aposentado pela PM-SP com salário integral de R$ 28,9 mil

Mesmo preso sob acusação de ter assassinado a própria mulher, a policial militar Gisele Alves Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi oficialmente transferido para a inatividade. A portaria publicada pela Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) nesta quinta-feira (2) garante ao oficial a aposentadoria com vencimentos integrais enquanto ele aguarda julgamento pelo crime de feminicídio.

O documento, assinado pela Diretoria de Pessoal da corporação, concede ao oficial o direito legal à reserva proporcional por idade. Na prática, isso significa que Geraldo Neto continuará recebendo seus proventos que, conforme o Portal da Transparência, chegaram a R$ 28,9 mil brutos em fevereiro de 2026.

Segundo fontes ligadas à Corregedoria, a passagem para a reserva encerra automaticamente os processos administrativos internos que poderiam resultar em sua expulsão da corporação, o que implicaria a perda da farda e do salário. Com a aposentadoria, ele deixa de pertencer ao quadro da ativa.

Geraldo Neto está detido desde o dia 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital paulista. Ele responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual pela morte de Gisele, ocorrida no apartamento do casal, localizado no bairro do Brás.

Na ocasião do homicídio, o tenente-coronel alegou que a esposa havia cometido suicídio com um tiro na cabeça. No entanto, investigações da Polícia Civil e laudos periciais derrubaram essa versão, apontando diversas contradições e indícios de que a cena do crime teria sido forjada para ocultar o assassinato.

Apesar da aposentadoria garantida administrativamente, o oficial segue respondendo ao processo criminal na Justiça Militar. A prisão preventiva foi mantida devido à gravidade das evidências e ao risco de interferência nas investigações.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

Verified by MonsterInsights