A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do patrimônio deixado por seu tio materno, Miguel Abdalla Neto, falecido em janeiro deste ano. A função confere a ela a responsabilidade legal de administrar todos os bens, direitos e obrigações do falecido, avaliados em cerca de R$ 5 milhões. A decisão, no entanto, é alvo de contestação pela ex-companheira de Miguel, Silvia Magnani, que afirma ter vivido em união estável com ele por mais de dez anos.
Em nota, os advogados de Silvia manifestaram “profunda preocupação” com a nomeação, considerada prematura. Eles argumentam que o prazo para comprovar judicialmente a união estável ainda está em curso e que, caso reconhecida, Silvia teria direito prioritário na sucessão, podendo invalidar a gestão de Suzane. A defesa também citou o passado criminal da sobrinha, que é condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002, e mencionou ações como a soldagem de portões e a retirada de um veículo do imóvel do tio como indícios de gestão inadequada.
Justificativa de preservação
A defesa de Suzane, por sua vez, sustentou em alegações judiciais que as medidas adotadas visavam à proteção do patrimônio. De acordo com seus advogados, a casa do tio, localizada no bairro Campo Belo, foi alvo de invasões e furtos de objetos, dinheiro e documentos após a notícia da morte. O carro teria sido guardado em local seguro à espera de determinação judicial.
A nomeação de Suzane como inventariante foi formalizada nesta quinta-feira (5). O caso seguirá em disputa, com a análise do pedido de reconhecimento de união estável de Silvia Magnani, que poderá redefinir os rumos do inventário. Até lá, a gestão dos bens permanece sob responsabilidade de Suzane von Richthofen.