O avanço das investigações sobre um caso de violência sexual contra duas crianças, sendo um bebê de 6 meses e uma menina de apenas 2 anos resultou na prisão preventiva de um servidor da Câmara Municipal de Cacoal (RO), efetuada na última segunda-feira (9), em Pimenta Bueno. A medida foi autorizada pela Justiça após a Polícia Civil apresentar novos elementos colhidos durante as diligências, incluindo um laudo pericial com resultado positivo que reforçou as suspeitas contra o investigado.
O caso teve início na semana anterior, quando o suspeito chegou a ser detido por uma equipe da Polícia Militar. Na ocasião, segundo o registro da ocorrência, ele teria tentado fugir da abordagem pulando o muro de uma residência, mas foi alcançado e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Cacoal. Naquele momento, no entanto, o delegado plantonista entendeu que ainda não havia elementos suficientes para manter a prisão, e o homem acabou liberado.
As investigações, porém, não pararam. A delegada Fabiana Brandani, responsável pelo caso, aguardava a conclusão de exames periciais considerados essenciais para o inquérito. Com a chegada de um dos laudos, que apresentou resultado positivo e trouxe indícios relevantes contra o suspeito, a representação pela prisão preventiva foi encaminhada ao Poder Judiciário, que prontamente autorizou a medida.
O mandado foi cumprido nesta segunda-feira em Pimenta Bueno, município onde o investigado estava abrigado na casa da mãe. De acordo com apurações, ele teria deixado Cacoal após a grande repercussão do caso. O homem não teria parentesco com as vítimas, mas seria um “conhecido” da família.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil conclui o inquérito. A Câmara de Vereadores de Cacoal, onde o servidor tem cargo efetivo, informou que ele foi afastado das funções e que um processo administrativo disciplinar foi instaurado para apurar os fatos. Uma eventual exoneração, no entanto, depende da conclusão tanto das investigações criminais quanto do procedimento interno.
A investigação segue em andamento sob sigilo, conforme determina a lei em casos envolvendo vítimas menores de idade. Após a finalização dos trabalhos, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar as provas reunidas e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.