terça-feira, 13 de outubro de 2026

Sargento Salazar e Kidson Maia fazem sinal de ‘é sal’ para Alessandra Campelo e ela reage: ‘Significa m0rt3’; veja

A deputada estadual e candidata a vice-governadora na chapa de Omar Aziz (PSD), Alessandra Campêlo (PSD), denunciou ter sido vítima de intimidação e ameaça de morte durante o debate entre os postulantes ao Governo do Amazonas, realizado pela TV Norte Amazonas nesta terça-feira (13). O episódio envolveu o policial militar da reserva Kidson Maia de Souza (PL), conhecido como o “Doido”, e o deputado federal eleito Sargento Salazar (PL), acusados de fazer gestos de simulação de degola direcionados à parlamentar nos bastidores do evento.

A confusão teve início logo após o encerramento da transmissão, em meio a um bate-boca entre correligionários e apoiadores das campanhas. Registros em vídeo captaram o momento em que Kidson passou a mão pelo pescoço de forma intimidadora. Em seguida, Salazar repetiu a manobra, um sinal tradicionalmente associado ao jargão “é sal”, usado por ele nas redes sociais para se referir à morte.

Procuradora da Mulher na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Alessandra relatou que os dois olharam fixamente em sua direção antes de reproduzirem a gíria corporal. Diante do ocorrido, ela deixou o estúdio e falou com a imprensa nos corredores da emissora, informando que registraria um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia da Mulher.

“Ele olhou para mim repetidas vezes e fez o sinal de quem vai degolar, de quem vai tirar a vida. Sou mulher e deputada; não estou aqui me fazendo de vítima, mas conheço o perfil de pessoas violentas que vivem de ameaçar os outros”, declarou a parlamentar.

Em vídeo publicado ao lado do cabeça de chapa, Omar Aziz, os dois repudiaram o ato. A candidata classificou o episódio como violência política de gênero e uma ameaça direta à sua integridade física: “Esse gesto que ele está acostumado a reproduzir na internet significa morte. Ele fez isso três vezes mirando em mim”.

Questionado por jornalistas no local, Kidson Maia entrou em impasse com uma repórter ao ser indagado sobre a intenção do gesto. “Afirmar algo é uma coisa, responder é outra”, rebateu, sem esclarecer se a atitude foi direcionada a Alessandra.

Já o deputado eleito Sargento Salazar minimizou a acusação, alegando que o movimento costuma ser usado em tom de brincadeira com o sentido de “vai perder”. Salazar negou qualquer tentativa de intimidação e atacou a oposição: “Violência de verdade foi o Omar xingando o marqueteiro”, disse. Ao ser pressionado, ele rebateu: “Eu não vi, não vi. Tô sendo justo aqui, eu não vi”.

Policial militar da reserva, Kidson Maia tentou uma vaga na Aleam no pleito deste ano pelo PL, somando 38.549 votos, mas não se elegeu. Aliado de Salazar, ele atua ativamente na campanha de Maria do Carmo Seffair (PL), que disputa o segundo turno do Executivo estadual contra Omar Aziz.

Já Salazar, que foi eleito, responde a um processo relacionado à morte de Felipe Kevin de Oliveira Costa, ocorrida em junho de 2019, na Zona Norte de Manaus. Em setembro de 2025 ele foi absolvido sumariamente. Entretanto, o Ministério Público recorreu. Em setembro de 2026, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) negou um recurso especial da defesa, mantendo em andamento a discussão judicial sobre a absolvição.

A disputa entre Aziz e Maria do Carmo será decidida na votação do próximo dia 25 de outubro, após o encontro promovido pelo Grupo Norte de Comunicação que reuniu os dois finalistas.

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