Uma jovem de 18 anos procurou a Polícia Civil do Rio de Janeiro para denunciar Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos acusados de participar do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, ocorrido em janeiro deste ano. Em depoimento, a nova vítima revelou que o rapaz, filho do ex-subsecretário estadual José Carlos Simonin, era apelidado no Colégio Pedro II como “estuprador em potencial” devido ao comportamento abusivo que mantinha com as estudantes .
De acordo com o relato da jovem, Vitor Hugo costumava “passar a mão no corpo das meninas de forma abusiva” dentro da instituição de ensino. O caso narrado ocorreu em outubro de 2025, durante uma festa de alunos, quando a vítima, alcoolizada, teria sido levada por ele a um local vazio e forçada a praticar sexo oral. A jovem afirmou que pediu para parar, mas só foi interrompida quando um homem apareceu no local .
Vitor Hugo, de 18 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (4) após se entregar à 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, acompanhado do advogado. Ele era um dos quatro foragidos da Justiça no caso do estupro coletivo que chocou o país .
O advogado do suspeito, Ângelo Máximo, afirmou que o cliente nega participação no crime de Copacabana e que “pode ter havido consentimento” no caso, embora a vítima relate o oposto. O defensor disse que o rapaz admite estar no apartamento onde ocorreu o crime, mas alega inocência quanto ao estupro .
O apartamento em Copacabana onde ocorreu o estupro coletivo pertence à família de Vitor Hugo. Seu pai, José Carlos Costa Simonin, ocupava o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Governo do Rio de Janeiro e foi exonerado na quarta-feira (4) após a repercussão do caso .
A Polícia Civil informou que, ao tomarem conhecimento do caso de Copacabana, outras vítimas se sentiram encorajadas a denunciar os envolvidos em outros crimes. Dois inquéritos foram abertos para apurar as denúncias .
Além de Vitor Hugo, também são réus no processo Matheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, todos maiores de idade, além de um adolescente de 17 anos apontado como responsável por atrair a vítima para o local. O grupo responde por estupro qualificado, com agravante de a vítima ser menor de idade, e por cárcere privado .