Advogados da família do influenciador PC Siqueira, morto em dezembro de 2023, afirmaram que uma nova perícia realizada nesta terça-feira (20) poderá identificar objetos que possivelmente foram usados em um suposto estrangulamento. A defesa contesta a conclusão oficial da Polícia Civil, que apontou suicídio como causa da morte.
Segundo o advogado Geraldo Bezerra, o objeto inicialmente indicado no inquérito policial não seria compatível com as marcas encontradas no pescoço do influenciador. “O objeto constritor ali apontado não é compatível com a marca no pescoço”, declarou. O objeto em questão era uma cinta de catraca de slackline.
A equipe de defesa contratou um perito particular para acompanhar a reconstituição feita no apartamento onde PC Siqueira foi encontrado morto. De acordo com o advogado Caio Muniz, há suspeitas de que tenha sido utilizado um fio de headset. “Consta no inquérito que teria sido usada para o suposto suicídio uma cinta de catraca. Mas a largura da fita não condiz com a lesão”, afirmou.
O procedimento foi acompanhado pelo síndico do prédio e por uma vizinha que esteve no local logo após a morte. A defesa também solicitou que a ex-namorada do influenciador, que estava com ele no dia do ocorrido, se apresente novamente para depor. “Esse procedimento foi dividido em duas etapas por conta da ausência da ex-convivente do PC, que não compareceu hoje”, explicou Muniz.
O caso foi reaberto após a Justiça de São Paulo acatar um pedido do Ministério Público (MPSP), que apontou falhas e inconsistências técnicas na investigação original. Em despacho, o magistrado determinou o retorno do inquérito à delegacia de origem, reafirmando que a condução das investigações é de responsabilidade da Polícia Civil e que a Justiça não deve interferir diretamente, a fim de preservar a imparcialidade.
Com a reabertura, as autoridades têm 60 dias para concluir as novas diligências e emitir um parecer final sobre as circunstâncias da morte.