Sérgio Nahas foi detido no último sábado (17) em Praia do Forte, litoral norte da Bahia, quase 24 anos após o assassinato de sua esposa, Fernanda Orfali, cometido em maio de 2002 no bairro de Higienópolis, em São Paulo. A prisão foi possível graças a um sistema de reconhecimento facial instalado na região.
Após audiência de custódia, Nahas foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. Um dado simbólico chama atenção: a detenção ocorreu no mesmo local onde o casal havia passado a lua de mel, poucos meses antes do crime.
Fernanda Orfali tinha 28 anos quando foi morta com um tiro no peito, logo após pedir a separação. Investigações revelaram que o relacionamento era marcado por conflitos, agravados pelo uso de cocaína pelo empresário e por suspeitas de infidelidade.
O processo foi marcado por longos anos de recursos. Laudos e depoimentos sempre apontaram Nahas como autor, enquanto a defesa sustentou a tese de suicídio, sempre rejeitada pela família da vítima. A condenação inicial, por homicídio simples, ocorreu apenas em 2018, resultando em pena de sete anos em regime semiaberto. Após recurso do Ministério Público, a sentença foi alterada para oito anos e dois meses em regime fechado.
Em 2025, um mandado de prisão foi expedido e Nahas passou a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol. Familiares de Fernanda expressam revolta com a lentidão da Justiça, atribuindo-a, em parte, ao poder aquisitivo do réu.
A defesa de Sérgio Nahas ainda não se pronunciou sobre a captura. O caso permanece sob acompanhamento judicial.