Pelo menos mais duas vítimas procuraram a Polícia Civil do Rio de Janeiro entre segunda (2) e terça-feira (3) para denunciar abusos sexuais cometidos por integrantes do grupo investigado pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. Segundo o delegado Ângelo Lajes, titular da 12ª DP (Copacabana), os crimes seguem o mesmo padrão de atuação.
De acordo com o delegado, uma das ocorrências data de 2023. A vítima, que na época tinha 14 anos, só revelou o abuso à mãe após reconhecer o agressor nas reportagens sobre o caso que ganhou repercussão nacional.
“A mãe veio até a delegacia. Ainda vamos ouvir a vítima formalmente, mas o relato inicial aponta exatamente o mesmo modus operandi da primeira ocorrência. O adolescente infrator, que já tinha a confiança da menina, atraiu ela para um apartamento. Lá estavam ele, Mattheus e um terceiro, identificado por ela como Gabriel. Ainda vamos apurar se é o João Gabriel. O crime teria ocorrido na casa de Mattheus”, detalhou Lajes.
Na tarde desta terça, uma terceira vítima também procurou a unidade policial para fazer a denúncia. Detalhes sobre esse novo caso ainda não foram divulgados.
Embora o modo de agir do grupo seja semelhante, os locais dos crimes variam. Enquanto a primeira adolescente foi violentada no apartamento de Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18, a segunda sofreu o abuso na residência de Mattheus Veríssimo Zoel Martins, hoje com 19 anos. A terceira vítima teria sido atacada durante uma festa junina em um salão de festas.
O delegado não descarta a existência de outras vítimas e fez um apelo para que mais mulheres que tenham sofrido abusos do grupo procurem a delegacia. “A primeira vítima só rompeu o silêncio depois de muito tempo.
Até o momento, cinco pessoas são investigadas pelo estupro coletivo ocorrido em 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana: Mattheus Veríssimo Zoel Martins (19), João Gabriel Xavier Bertho (19), Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18) e um adolescente não identificado. Mattheus e João Gabriel já se apresentaram à polícia e estão presos. Os demais seguem foragidos.