Um vigilante de Sergipe foi condenado pela Justiça a dividir o prêmio da quina da Mega da Virada de 2022, no valor aproximado de R$ 45 mil, com o compadre. Identificado como Gutemberg Oliveira, ele afirma que discorda da decisão judicial e nega que tenha existido qualquer acordo para a divisão do dinheiro antes da aposta ser feita.
Gutemberg disse que foi sozinho até a casa lotérica de Frei Paulo, pagou todos os jogos e que o compadre apenas sugeriu números em um dos bilhetes, que não foi o premiado. “Quem assinou o papel do jogo fui eu, é meu e agora a Justiça quer que eu devolva R$ 22 mil”, declarou. Ele também reforçou que não houve combinação prévia. “Não teve acordo nenhum. Quando eu ganhei, virou esse inferno. Ele entrou na Justiça contra a minha pessoa e agora eu vou pagar uma coisa que eu não devo”, afirmou.
O vigilante disse ainda que não concorda com os relatos das testemunhas que embasaram a decisão e destacou que terá dificuldades para cumprir a determinação judicial. “Eu ganho um salário mínimo, eu tenho que me manter com esse salário. Quando a Justiça me chamar, eu vou pagar, mas como é que eu posso pagar? Eu vou dizer a minha situação”, disse.
A defesa do autor da ação informou que as provas reunidas no processo comprovam a participação dos dois na aposta. Segundo os advogados, além dos depoimentos de testemunhas, imagens das câmeras de segurança da lotérica mostram a atuação conjunta na realização e no pagamento dos jogos, o que sustentou a decisão de dividir o prêmio.