terça-feira, 13 de janeiro de 2026

‘Homeschooling’: Mãe é multada em R$ 100 mil por filho ter ensino regular em casa

Uma decisão pessoal em relação à educação do filho transformou-se em uma complexa batalha judicial para Regiane Cichelero Werlang, moradora de Guarujá do Sul. Ela enfrenta a Justiça por ter optado pela educação domiciliar (homeschooling) de seu filho, hoje com 15 anos, desde 2020. A escolha, motivada por dificuldades de aprendizagem e lacunas na base escolar do menino identificadas durante a pandemia, levou Regiane a assumir pessoalmente o ensino do adolescente.

Com formação em Direito e quase licenciada em Pedagogia, Regiane pesquisou métodos alternativos e, ao retornar das aulas presenciais, recusou-se a rematricular o filho na única escola municipal da cidade, alegando razões pedagógicas.

A ausência do aluno foi reportada pela escola ao Conselho Tutelar, que acionou o Ministério Público. Em 2022, a Justiça determinou a matrícula obrigatória do adolescente, sob pena de multa de até R$ 100 mil. Regiane também foi ameaçada com a possibilidade de acolhimento institucional do filho. Pelo descumprimento da decisão judicial, foi condenada ao pagamento de R$ 20 mil, além de mais três salários mínimos por “falha no dever educacional”.

Regiane alega que em nenhum momento houve avaliação social ou psicológica, tampouco o adolescente foi ouvido no processo, que tramita em segredo de Justiça. O julgamento do caso estava previsto para 1º de julho de 2025, mas foi retirado de pauta e segue sem nova data definida.

A mãe defende que a educação domiciliar proporcionou avanços significativos ao filho. Segundo ela, o jovem acompanha o conteúdo do 1º ano do Ensino Médio, recebe tutoria em algumas disciplinas e mantém uma rotina personalizada de estudos. A socialização, que antes era motivo de preocupação, também teria melhorado com a criação de vínculos fora do ambiente escolar tradicional.

No Brasil, o homeschooling não é regulamentado. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a prática só será permitida mediante aprovação de uma lei federal específica, o que ainda não ocorreu. Em 2023, o STF reafirmou essa posição ao considerar inconstitucional uma lei estadual de Santa Catarina que autorizava a modalidade. Por isso, o Ministério Público catarinense segue exigindo a matrícula e a frequência escolar obrigatória de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Compartilhar:

PUBLICIDADE

x(54)
Professor é preso por ab*s4r de alunos em troca de notas maiores
'F#d4-se a ONG': influenciador indígena afronta Funai e Ibama e diz vai derrubar área para criar gado e plantar soja
'F#d4-se a ONG': influenciador indígena afronta Funai e Ibama e diz vai derrubar área para criar gado e plantar soja
BDB35365-2A6F-4F55-8C05-1C8E7ED69003
Projeto de Roberto Cidade cria protocolo integrado para reduzir impactos das cheias e vazantes no Amazonas
pipoqueiro_
'Gordinho', autor de 19 homicíd10s, é pres0 trabalhando como pipoqueiro
Acusado de m4t4r homem a facad4s em academia chora na audiência e tem prisão preventiva decretada
Acusado de m4t4r homem a facad4s em academia chora na audiência e tem prisão preventiva decretada
x(35)
BMW da esposa do ministro do TCU é apreendida pela PF em operação contra o 'Careca do INSS'
Ex-padre é condenado a 24 anos de prisão e a pagar R$ 30 mil por abus0s contra mais de 60 menores
Ex-padre é condenado a 24 anos de prisão e a pagar R$ 30 mil por abus0s contra mais de 60 menores
x(15)
Pela 6ª vez, advogada é presa por furto de champanhe e whisky em supermercado
trump5
Família de Rondônia recebe R$ 16 mil do governo Trump para se 'autodeportar' dos EUA
x(6)
Delegado afirma que manauara não cometeu crime em desaparecimento no Pico Paraná: 'não houve omissão de socorro'
Verified by MonsterInsights