terça-feira, 20 de outubro de 2026

Funcionário processa empresa que o demitiu por ele se recusar a participar de culto religioso

Um funcionário está processando a empresa Loovi Seguros, em Belo Horizonte, após ser demitido por se recusar a participar de um culto religioso no dia 27 de janeiro deste ano. Um vídeo gravado pelo próprio trabalhador viralizou nas redes sociais. A audiência será em março e o caso foi encaminhado ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

Conforme as imagens, o trabalhador diz que naquele dia não vai poder participar da cerimônia religiosa porque “não estava se sentindo bem”. Em seguida, o empresário Quézide Cunha, CEO da empresa, aparece e responde: “Se você não está bem para ficar num culto, você não está bem nem para estar dentro da empresa”, rebateu.

Logo depois o funcionário diz para outro colega que foi demitido. “Me mandou embora. Estou demitido porque eu não quero participar do culto”.

Por meio de nota, a Loovi Seguros diz que a dispensa “não tem relação com intolerância religiosa”. Ainda segundo a empresa, a situação foi tirada do contexto para prejudicá-los.

De acordo com a defesa do funcionário, a empresa possui uma cultura organizacional impositiva, obrigando práticas religiosas no ambiente de trabalho, incluindo a interrupção das atividades para a participação em cultos às segundas-feiras.

O professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, Paulo Renato Fernandes, apontou que a empresa pode sofrer consequências jurídicas, como o pagamento de indenização ao funcionário por danos ou assédio moral.

O processo judicial corre sob sigilo de Justiça, ficando restrito às partes e respectivos procuradores.

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