A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que investiga a morte da freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, encontrada sem vida no dia 21 de fevereiro dentro do Convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, na região Centro-Sul do estado. As investigações revelaram que, além de ter sido assassinada por asfixia, a idosa também foi vítima de estupro.
O laudo pericial anexado ao processo, encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), aponta que as lesões apresentadas pela vítima indicam a ocorrência de abuso sexual. De acordo com o delegado Hugo Santos Fonseca, as provas colhidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e manchas de sangue nas roupas do investigado, confirmam a autoria dos crimes.
O crime ocorreu por volta das 13h30. Segundo a reconstituição dos fatos, o suspeito pulou o muro do convento com a intenção inicial de furtar objetos. Ao ser surpreendido por Nadia, que questionou sua presença no local, ele alegou que estaria trabalhando em um evento nas proximidades.
Desacreditado pela religiosa, o homem a empurrou. A idosa caiu e passou a pedir socorro. Foi então que o agressor a atacou e a asfixiou. Em depoimento, o suspeito negou ter desferido golpes diretos contra a cabeça da vítima, mas admitiu que ela pode ter se ferido na queda. Ele também negou a autoria da violência sexual e a intenção de furto, versão contestada pelas evidências periciais.
O homem, cuja identidade não foi revelada, já era conhecido das autoridades. Ele havia sido preso por furto qualificado em 28 de dezembro de 2025, mas foi colocado em liberdade provisória dois dias depois. Seu histórico inclui registros policiais desde 2024 por crimes como roubo, furto e violência doméstica.
Com a conclusão do inquérito, o investigado foi acusado formalmente por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. O caso agora está sob análise do Ministério Público, que poderá oferecer denúncia à Justiça.