Familiares e amigos de Vanessa Lara de Oliveira Silva realizaram um ato público em protesto contra o feminicídio da jovem, assassinada na última segunda-feira (9) no município de Juatuba. Vanessa foi abordada enquanto voltava do trabalho, no trajeto até um ponto de ônibus, levada para uma área de mata, onde sofreu violência sexual e foi morta por estrangulamento com o cabo do próprio notebook. O suspeito, um homem de 43 anos com histórico de estupros, estava em prisão domiciliar no momento do crime e confessou o homicídio após ser preso em uma cidade vizinha.
A mobilização ocorreu na Praça Padre José Pereira Coelho, em Pará de Minas, e reuniu dezenas de pessoas com faixas e cartazes pedindo justiça e o fim da violência contra mulheres.
Durante o manifesto, a mãe da vítima, Iraci Castro, fez um desabafo marcado por dor e revolta ao lembrar da filha e cobrar responsabilização pelo crime. Muito abalada, ela também relatou insatisfação com o atendimento recebido após acionar a Polícia Militar quando percebeu que a jovem não havia retornado para casa no horário previsto.
“Eu queria matar ele, eu queria matar ele igual ele fez com a minha filha. Eu queria pegar ele, trazer ele se pudesse, mas não pode. Mas ele pode matar a minha filha, mas eu não posso matar ele. O meu sonho é matar ele. Eu sinto raiva, sinto ódio. Não tem mais nada, acabou tudo. Eram só nós três. Ela já tinha perdido o pai com três anos de idade”, disse a mãe durante o ato.
Iraci também afirmou que criou os filhos sozinha e descreveu o sofrimento da jovem antes de morrer. Segundo ela, Vanessa tentou reagir durante a agressão. “Ela lutou muito, machucou ele. Ela estava com a mãozinha quebrada, com o rosto roxinho de tanto que ele apertou. Ele sufocou ela, matou ela apertando o rosto dela”, relatou. A família segue cobrando justiça pelo caso.