O empresário Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado pela morte de César Fine Torresi, de 77 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. A decisão foi tomada na madrugada desta quarta-feira (14), após julgamento no Fórum da Barra Funda, na capital paulista. Os jurados reconheceram o crime como homicídio qualificado por motivo fútil e por impossibilitar a defesa da vítima. A pena foi aumentada em um terço por se tratar de uma pessoa com mais de 60 anos, e a Justiça também fixou indenização mínima de R$ 300 mil aos herdeiros.
O crime ocorreu em 8 de junho de 2024, na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida. Segundo a investigação, César atravessava a via com o neto de 11 anos quando Tiago freou bruscamente o veículo. O idoso se apoiou no capô do carro e, em seguida, o empresário desceu e aplicou um chute no peito da vítima, conhecido como “voadora”. Com o impacto, César caiu para trás, bateu a cabeça e perdeu a consciência.
A vítima chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Leste, onde foi entubada e sofreu paradas cardíacas antes de morrer. O laudo apontou traumatismo cranioencefálico e edema no pericárdio como causas da morte, lesões associadas à queda e à força do golpe. Câmeras de segurança registraram a agressão, e as imagens foram usadas como prova no processo.
Durante o julgamento, a defesa tentou descaracterizar o homicídio e alegou que Tiago teria tido um ataque de fúria, além de apresentar problemas psiquiátricos. O argumento foi rejeitado pelo Conselho de Sentença. O advogado do réu informou que recorreu da condenação, afirmando que a decisão contraria as provas dos autos, mas Tiago permanece preso enquanto o recurso é analisado.