A Justiça de São Paulo determinou a prisão preventiva da delegada Layla Lima Ayub, recém-empossada na Polícia Civil, e de seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”. Os dois já estavam detidos desde janeiro e são investigados por envolvimento com tráfico de drogas e associação criminosa.
Com a decisão, a detenção que era temporária foi convertida em preventiva por até 90 dias. Jardel é apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Região Norte do país, principalmente no Pará.
As investigações indicam que Layla mantinha relação pessoal e profissional com integrantes da facção criminosa, mesmo após assumir o cargo público. Há também suspeitas de que ela tenha atuado como advogada para membros do crime organizado, o que é incompatível com a função exercida.
O casal foi preso no dia 16 de janeiro durante a Operação Serpens, que apura a atuação de organizações criminosas em estruturas do poder público. Segundo o MPSP, Jardel já possui histórico criminal e teria se mudado para São Paulo sem autorização judicial, onde passou a viver com a delegada antes da prisão.