Martônio Alves Batista foi preso preventivamente em Londrina, quase 20 anos após a morte de Giovanna dos Reis Costa, ocorrida em 2006. O caso foi reaberto após uma ex-enteada do suspeito denunciar abusos sexuais e relatar que era ameaçada pelo homem, que afirmava que ela seria a “próxima Giovanna”. Com a retomada das investigações, a polícia colheu depoimentos de ex-companheiras que afirmam ter ouvido confissões de Martônio sobre como ele atraiu a criança para sua casa com o pretexto de comprar rifas.
Na época do crime, a investigação seguiu a linha de que a menina teria sido morta em um ritual, o que levou à prisão de três pessoas inocentes. Esses réus ficaram detidos entre 2007 e 2012, sendo absolvidos por falta de provas após o julgamento. A polícia agora aponta que Martônio, vizinho da vítima, descartou as roupas da criança perto de uma casa de tarô justamente para incriminar terceiros e desviar o foco de sua própria residência, onde provas físicas chegaram a ser vistas por policiais, mas foram destruídas com água sanitária antes da perícia.
O inquérito atual detalha que o corpo de Giovanna, encontrado em um saco de lixo com as mãos amarradas, apresentava sinais de violência sexual e asfixia. Testemunhas afirmaram que Martônio debochava da polícia, alegando que os agentes não perceberam que os fios usados no crime pertenciam a um rolo que ele mantinha em casa. Ele também teria admitido que decidiu ocultar o corpo após perceber que a menina, que era sua vizinha, poderia identificá-lo caso sobrevivesse ao ataque.
Atualmente, Martônio permanece em silêncio perante as autoridades e responde pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. Além do caso de 2006, ele é alvo de apurações por crimes sexuais contra outras vítimas. A defesa de Martônio informou que aguarda acesso total ao processo para se manifestar sobre as acusações apresentadas pela nova investigação.