Condenado a 14 anos de prisão, Marco Alexandre Machado de Araújo, de 56 anos, foi preso novamente pela Polícia Federal na última sexta-feira (17). A detenção ocorreu em sua casa, em Uberlândia (MG), depois que a sentença se tornou definitiva no fim de março.
Até então, desde abril de 2025, ele cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Ironicamente, no mesmo dia da nova detenção, seus advogados já corriam ao Judiciário para pedir que a pena continuasse sendo cumprida em casa. A justificativa: problemas graves de saúde.
Réu na Operação Lesa Pátria, que apura a participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, Marco Alexandre é apontado pelas investigações como uma das pessoas que ajudaram financeiramente os manifestantes. Ele teria enviado um Pix de R$ 500. Chegou a ser preso em abril daquele ano e passou cerca de dois anos no Complexo da Papuda, em Brasília.
Lá dentro, segundo familiares e sua defesa, a saúde mental do condenado se deteriorou. Ele teria sofrido episódios de confusão e precisado de atendimento especializado, sendo até encaminhado à ala psiquiátrica da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a chamada Colmeia.
Diante de laudos médicos, a Justiça acabou autorizando, no ano passado, a mudança para o regime domiciliar. Desde então, ele vinha fazendo tratamento psiquiátrico com acompanhamento profissional. Parentes afirmam que, nesse período, o quadro clínico dele se estabilizou.
Agora, com a nova ordem de prisão, a família volta a temer os impactos na saúde do condenado. A defesa argumenta que mantê-lo em regime fechado pode agravar seu estado e até comprometer o tratamento em curso. O pedido para que a pena seja cumprida em casa ainda está nas mãos do Judiciário, aguardando análise.