A argentina Agostina Páez, de 29 anos, foi indiciada por racismo após ser flagrada em vídeo fazendo gestos e imitações de macaco para funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Por decisão judicial, ela passou a usar tornozeleira eletrônica e está proibida de deixar o Brasil.
O episódio ocorreu no dia 14 de janeiro, quando Agostina estava de férias na capital fluminense. As imagens mostram a turista chamando os trabalhadores de “monos”, termo em espanhol que significa macaco, além de repetir movimentos associados ao animal, o que motivou a abertura do inquérito policial.
Em depoimento, ela afirmou que ficou surpresa com a intimação e alegou que os gestos seriam uma brincadeira direcionada às amigas. Segundo o delegado Diego Salarini, responsável pela investigação, Agostina declarou que não tinha intenção de ofender os funcionários e que não sabia que a atitude poderia ser considerada crime no Brasil.
Agostina é advogada e influenciadora digital. No Instagram, ela mantinha uma conta com cerca de 40 mil seguidores, atualmente desativada, e no TikTok soma aproximadamente 78 mil, com acesso restrito. À imprensa, afirmou que os atendentes teriam feito gestos obscenos e tentado enganá-la, versão que também faz parte da apuração.
A Justiça determinou a apreensão do passaporte e o monitoramento eletrônico a pedido da 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha). Como a entrada no país ocorreu apenas com documento de identidade, a Polícia Federal foi acionada para impedir que ela deixe o Brasil por outro meio.