O brasileiro Lucas Candido, voluntário nas forças militares ucranianas, gravou o instante em que um míssil russo atingiu o edifício onde ele se encontrava com mais dois compatriotas na cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia. As imagens, compartilhadas em redes sociais na segunda-feira (12), capturaram a explosão que surpreendeu os moradores do imóvel.
No apartamento também estavam Thiago e Gabriel, outros dois brasileiros. O trio costuma divulgar em redes sociais registros do cotidiano em meio ao conflito.
Depois do impacto, Gabriel informou nas redes que integrantes do grupo sofreram ferimentos. Ele contou ter sofrido uma lesão na perna, mas garantiu que todos passavam bem, apesar do susto causado pela explosão.
As imagens flagraram a detonação nas proximidades do ponto onde os brasileiros estavam e escancaram os perigos enfrentados por quem permanece em áreas sob ataque durante a guerra.
Itamaraty desaconselha alistamento
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil desaconselha viagens à Ucrânia com a finalidade de integrar o conflito armado. As orientações consulares advertem ainda que brasileiros alistados em forças militares estrangeiras podem encontrar restrições na assistência prestada pelo governo brasileiro.
O Itamaraty ressalta que não há obrigação de arcar com passagens ou despesas de retorno de quem opta por participar de guerras no exterior. A recomendação, portanto, é recusar convites para alistamento em exércitos estrangeiros e ponderar os riscos envolvidos.
O episódio transcorre em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia, deflagrada em fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram em larga escala o território ucraniano.
Conforme os números citados na reportagem original, ao menos 127 brasileiros morreram ou desapareceram em combate. Desse contingente, 32 foram confirmados como mortos, enquanto 95 seguem desaparecidos.