Condenado pela morte da adolescente Amanda Linhares Santos, de 17 anos, o ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto foi afastado do cargo de professor da rede estadual de Minas Gerais. A Secretaria de Estado de Educação abriu um processo administrativo para verificar uma possível irregularidade nos documentos apresentados por ele para assumir a vaga.
Geraldo atuava como professor desde 2021 e havia sido aprovado em concurso público, assumindo o cargo efetivo em setembro de 2024. Ele estava lotado na Escola Estadual Mendes de Oliveira, em Congonhal, no Sul de Minas. A pasta informou que o afastamento ocorrerá enquanto a situação é apurada.
Em 2015, o ex-delegado foi condenado a 18 anos e 9 meses de prisão pelo homicídio duplamente qualificado de Amanda e por fraude processual. A adolescente foi baleada na cabeça em abril de 2013, em Ouro Preto, e morreu após permanecer internada por cerca de 50 dias.
Atualmente, Geraldo cumpre livramento condicional com monitoramento eletrônico, conforme as informações apresentadas no caso. Em setembro deste ano, ele chegou a ser preso por uma dívida de natureza alimentar e foi liberado após realizar o pagamento. A nova apuração da Secretaria de Educação está relacionada à documentação apresentada para a posse como professor.