Com a autoridade de quem chega respaldado por mais de sete anos no comando do Executivo amazonense, Wilson Lima (União Brasil) subiu ao palanque da convenção da federação União Progressista e entregou exatamente o que a plateia queria ouvir. O ex-governador fez da defesa da castração química para estupradores de crianças e adolescentes o ponto alto de um discurso corajoso, que ecoou como um grito de basta contra a impunidade, principalmente no Amazonas.
O tema, levado pela primeira vez ao centro de um grande ato político, foi a tradução de uma convicção forjada na dureza da gestão estadual, onde Lima testemunhou de perto os estragos provocados por uma legislação penal que, em suas palavras, se tornou cúmplice da bandidagem. “Vi muitas mães perderem filhos, vi trabalhadores terem o fruto do seu trabalho levado, vi mulheres serem vítimas de violência. Vi algumas delegacias se transformarem em porta giratória, onde um bandido entra por um lado e sai pelo outro. Não é culpa da polícia, não é culpa da Justiça, não é culpa do juiz. É culpa das leis, que estão fracas”, disparou.
E foi nesse diagnóstico certeiro que o candidato ao Senado fincou sua bandeira. “Quero estar em Brasília para aprovar leis mais rígidas, leis para colocar bandido na cadeia, leis mais rígidas para quem mata, para quem agride mulher. Eu defendo a castração química para quem estupra criança, para quem abusa de menor de idade”, disse ele, sob vários aplausos.
Lima deixou claro que sua candidatura nasce da experiência concreta de quem governou sabendo que as amarras estão em Brasília, por isso a vontade de fazer a mudança como senador. “O governador trabalha, equipa e fortalece as forças de segurança. Mas as leis são feitas lá em cima, lá no Senado”.