terça-feira, 13 de outubro de 2026

Estagiária de 17 anos é e$tupr@da por grupo enquanto crim3 era transmitido ao vivo no TikTok: ‘Vai ser daora’

Um crime de brutalidade estarrecedora chocou Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo. Uma estagiária de apenas 17 anos foi vítima de estupro coletivo na noite de 3 de junho, praticado por três adolescentes e um adulto. Enquanto o ataque ocorria, um dos agressores fez uma transmissão ao vivo pelo TikTok, exibindo o sofrimento da jovem para milhares de pessoas.

O único adulto identificado, Matheus Costa Silva, de 19 anos, foi preso no último sábado (1º) em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Os outros três envolvidos são menores de idade, um deles tem 16 anos.

Durante a live, que trazia a legenda “Vamo vai ser daora”, era possível ouvir a voz da vítima e sons que remetiam a tapas, enquanto o autor da gravação comentava com uma frieza perturbadora: “Fiquei aqui vendo a paz”. O vídeo viralizou de forma macabra: mais de 28,5 mil compartilhamentos, 173 mil curtidas e 1.677 comentários, em grande parte ridicularizando a adolescente violentada.

Segundo a investigação, a jovem estava em uma praça com o grupo e ingeriu bebidas alcoólicas antes de ser levada à casa de um dos agressores. Ali, apesar de ter manifestado “expressamente a ausência de consentimento”, foi violentada. “No local, apesar de manifestar expressamente a ausência de consentimento, foi subjugada pelos autores que praticaram ato sexual com ela, tendo inclusive registrado as ações em aparelho celular posteriormente divulgado o áudio das gravações na plataforma TikTok”, diz trecho do relatório policial.

Após o crime, a estagiária passou a ser ameaçada e intimidada pelos agressores, “até mesmo em razão de eventual gravidez decorrente dos abusos”. Ainda segundo os registros policiais, a vítima foi orientada a “não envolver a polícia” na situação. Mesmo aterrorizada, ela rompeu o silêncio e, acompanhada da mãe, registrou Boletim de Ocorrência (BO) em 11 de junho.

A Polícia Civil identificou os quatro envolvidos, que foram reconhecidos pela vítima “sem hesitação”. O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Taboão da Serra como estupro de vulnerável e ameaça.

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