Um detalhe inusitado no perfil de um candidato a deputado estadual pelo Amazonas despertou curiosidade e, em seguida, um desmentido urgente. O empresário Matheus Garcia, lançado pelo MDB-AM, teve sua orientação sexual registrada como “assexual” na plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que concentra os dados oficiais de todos os postulantes a cargos eletivos no país. Além disso, ele foi autodeclarado como pardo.
A definição de uma pessoa assexual é aquela cuja os laços afetivos são mais fortes do que a atração sexual, sendo possível estar em um relacionamento sem sexo. No entanto, Matheus desmentiu a informação logo quando a mesma começou a circular. Negou a classificação e afirmou que entrará em contato com o partido para corrigir o equívoco.
Autodeclaração racial
Além da orientação sexual, o cadastro de Matheus Garcia o identifica como pardo. A autodeclaração racial tem implicações diretas na distribuição dos recursos públicos de campanha. Por determinação do Tribunal Superior Eleitoral, os partidos são obrigados a repartir o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e o tempo de propaganda eleitoral proporcionalmente ao número de candidaturas de pessoas negras, categoria que abrange tanto pretos quanto pardos.
Matheus Garcia tem nome conhecido em Manaus por ser sobrinho da ex-deputada federal Rebecca Garcia e neto do ex-governador e empresário Francisco Garcia, integrando tradicional família na política do Amazonas.
O episódio do registro equivocado, seja por falha de comunicação interna ou erro de preenchimento, acende um alerta sobre a responsabilidade dos partidos na conferência minuciosa dos dados que alimentam o sistema oficial da Justiça Eleitoral.
