A confirmação das candidaturas de Eduardo Braga (MDB-AM) e Ciro Nogueira (PP-PI) ao Senado nas Eleições 2026 colocou o patrimônio declarado pelos dois parlamentares em evidência. As declarações entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que ambos estão entre os senadores com maiores patrimônios do país. No caso de Braga, o destaque é o crescimento dos bens em relação a 2018. Já Ciro Nogueira também está no foco por causa das investigações envolvendo a evolução de seu patrimônio.
Eduardo Braga declarou R$ 60.278.559,10 em bens para as Eleições 2026, contra R$ 31.624.764,31 informados em 2018. O aumento de aproximadamente 90,6% é explicado, principalmente, pelo registro de R$ 14,9 milhões em dividendos acumulados até 2025, além da ampliação de créditos a receber da Parintins Participações Ltda., da inclusão de cinco salas comerciais e do crescimento da carteira de investimentos em ações de empresas como Vale, JBS, BB Seguridade, Caixa Seguridade, Equatorial e Eletrobras.
Ciro Nogueira, por sua vez, permanece entre os políticos com maior patrimônio declarado no Senado. Em sua última declaração eleitoral, o senador informou possuir cerca de R$ 23,3 milhões em bens, entre participações em empresas, imóveis, aplicações financeiras e uma aeronave. Levantamentos baseados nas declarações apresentadas à Justiça Eleitoral também colocam Ciro entre os senadores mais ricos do Brasil, posição atribuída ao volume de bens oficialmente declarados. A evolução patrimonial do parlamentar já havia chamado atenção em eleições anteriores pelo crescimento registrado ao longo dos anos.
Embora os dois senadores estejam entre os parlamentares com maior patrimônio declarado, os motivos da repercussão são diferentes. Enquanto Eduardo Braga ganhou destaque pelo crescimento dos bens apresentados ao TSE para a disputa de 2026, Ciro Nogueira também passou a ser citado em razão das investigações da Polícia Federal sobre a evolução de seu patrimônio. Até o momento, não há decisão judicial que impeça o senador de concorrer às eleições.
Caso Master
Em maio de 2026, Ciro Nogueira foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e possíveis vantagens indevidas relacionadas à atuação do senador. Ciro nega as acusações, afirma que seu patrimônio é lícito e diz que comprovará sua inocência. Até o momento, não há condenação contra o parlamentar, e o caso segue em investigação.