O Check Up Hospital, em Manaus, que já acumula denúncias e reclamações de pacientes sobre demora no atendimento, voltou a ser alvo de novas críticas neste sábado (4). A unidade divulgou uma nota afirmando que presta assistência adequada, conta com equipe especializada e segue rigorosamente os protocolos médicos. No entanto, pacientes relatam uma realidade diferente dentro do hospital.
Entre as denúncias está a de um paciente que sofreu um AVC e, conforme familiares, aguardou horas para ser submetido a uma cirurgia considerada urgente.
No mesmo dia, outra paciente gravou um vídeo denunciando que esperava havia mais de cinco horas apenas para receber um antibiótico prescrito. Segundo ela, o medicamento só poderia ser aplicado no hospital.
“Vim tomar uma medicação. Antibiótico, esse antibiótico só pode ser aplicado em hospital”, disse.
Ao ser perguntada se já havia recebido a medicação, respondeu: “Ainda não. Ainda não fui nem para o apartamento.”
A gravação foi feita às 22h52. A paciente informou que havia chegado ao hospital por volta das 17h30.
“Desde as cinco, cinco e meia… Até agora, nada do antibiótico”, afirmou.
Na nota divulgada pelo hospital, a direção afirma que presta atendimento baseado em critérios técnicos e que os pacientes recebem assistência durante todo o período em que permanecem na unidade. O relato da paciente, entretanto, mostra que ela passou horas aguardando apenas o início de uma medicação já prescrita.
Outro trecho da nota informa que o hospital conta com profissionais especializados para atender casos de alta complexidade. Apesar disso, familiares do paciente que sofreu um AVC afirmam que ele aguardou por horas até a realização da cirurgia.
O Check Up também afirma que todos os procedimentos seguem protocolos médicos. As denúncias feitas por pacientes e familiares, porém, são relacionadas ao tempo de espera para atendimento e realização dos procedimentos.
Hospital já foi alvo de outras reclamações
As críticas ao atendimento do Check Up não são recentes.
Em janeiro de 2021, o hospital foi citado em uma ação judicial após uma paciente alegar que não conseguiu atendimento de urgência por falta de leitos.
Em junho de 2022, um paciente afirmou ter esperado mais de duas horas e meia para receber retorno médico depois da realização de exames.
Em outubro de 2022, outra reclamação relatou demora no atendimento durante uma internação e dificuldade para conseguir avaliação de profissionais da equipe multiprofissional.
Com os novos relatos registrados neste sábado, o hospital volta a ser cobrado por pacientes que afirmam ter enfrentado demora no atendimento.