Uma cliente denunciou ter tido uma foto íntima acessada e compartilhada sem autorização durante um atendimento em uma loja de telefonia, em Chapecó, Santa Catarina. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após a jovem publicar um vídeo relatando o ocorrido e afirmando que procurou a polícia logo após perceber a suposta violação de sua privacidade.
No relato, ela contou que procurou a loja para realizar a troca do plano telefônico e que o atendente solicitou a senha do aparelho para acessar o aplicativo da operadora. “Eu passei a senha pra ele e eu achei que ele estaria fazendo o trabalho dele, mas ele invadiu a minha privacidade, acessou meus itens ocultos do celular e encaminhou pra ele uma foto por AirDrop”, afirmou. A jovem disse ainda que só percebeu a situação ao deixar o estabelecimento, quando recebeu uma notificação de compartilhamento da imagem.
Desesperada, ela contou que acionou familiares e um amigo policial antes de ligar para o 190. “Quando eu vi, eu entrei em estado de choque, eu liguei pro meu pai desesperado, eu liguei pra minha irmã e liguei pro meu amigo policial também”, declarou. Conforme o relato, ela retornou à loja acompanhada do pai e de policiais militares, ocasião em que teria encontrado, no celular do atendente, outras imagens de mulheres armazenadas nos itens ocultos.
A cliente afirmou que apagou as imagens encontradas e registrou um boletim de ocorrência. “O que mais me preocupa é saber quantas mulheres já passaram por isso com ele ou com outras pessoas e nunca trouxeram à tona, por medo ou por não saber o que fazer”, disse. Ela também revelou que se sentiu culpada por ter informado a senha do aparelho, mas destacou que acreditava que o funcionário apenas realizava o serviço solicitado. “Ele só tava fazendo o trabalho dele até então”, afirmou.
Em nota, a TIM informou que adota política de tolerância zero para esse tipo de conduta. A empresa esclareceu que o envolvido não fazia parte do seu quadro de funcionários, mas atuava por uma empresa parceira terceirizada, e informou que o profissional foi desligado assim que o caso chegou ao conhecimento da operadora. A investigação deverá apurar possíveis crimes relacionados à violação de privacidade e ao acesso indevido a dados pessoais.