O homem preso por suspeita de matar a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, entrou com uma ação na Justiça contra o condomínio e a administradora do prédio onde ela morava, na região da Savassi, em Belo Horizonte. No processo, Adalton Martins Gomes, de 45 anos, alega que a mãe da jovem acessou o apartamento sem sua autorização dias após a morte da filha.
Na ação cível, ele pede a entrega de imagens das câmeras de segurança, registros de ocorrências e documentos relacionados ao controle de acesso ao edifício. Conforme o processo, o objetivo é apurar uma suposta falha na segurança do condomínio.
Adalton registrou um boletim de ocorrência afirmando que a mãe de Giovanna entrou no imóvel acompanhada de um advogado utilizando uma chave reserva. Segundo ele, durante a entrada teriam sido retirados dinheiro, aparelhos eletrônicos e documentos pessoais da estudante.
O caso tramita na 11ª Vara Cível de Belo Horizonte e ainda não há decisão judicial sobre o pedido apresentado pela defesa. O apartamento, herdado por Giovanna após a morte do pai, é avaliado em aproximadamente R$ 900 mil.
Adalton está preso preventivamente desde o último dia 15, após a Polícia Civil concluir que a morte da estudante pode ter sido um feminicídio. A investigação também apura a suspeita de interesse patrimonial nos bens deixados pela jovem, incluindo o imóvel e valores ligados ao inventário do pai.