sábado, 23 de maio de 2026

Capitão Alberto Neto cobra apoio federal para criação de centro especializado em autismo no interior do Amazonas

“A implantação de um centro especializado em Manacapuru representa medida estratégica para descentralizar os atendimentos, ampliar o acesso aos serviços de saúde e garantir maior dignidade às famílias”, destacou o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) ao cobrar do Ministério da Saúde apoio técnico e financeiro para a instalação de um Centro de Atendimento Integrado Especializado para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município do Amazonas.

O documento justifica que a cidade é estratégica pois atende, além de população local, moradores de municípios vizinhos que enfrentam dificuldades de acesso à saúde especializada. A proposta busca fortalecer a rede desses atendimentos no interior do estado, reduzindo a dependência de famílias que, hoje, precisam se deslocar até Manaus em busca de acompanhamento médico, terapêutico e psicológico.

Para o deputado, a descentralização do atendimento é essencial e vai ajudar a reduzir a sobrecarga dos serviços concentrados na capital e, ampliar a inclusão social no interior do Amazonas.

“A realidade amazônica exige políticas públicas adaptadas à nossa logística e às nossas distâncias. Não dá para tratar o Amazonas como se tivesse a mesma estrutura do Sudeste. O povo do interior precisa ser alcançado por saúde especializada”, disse.

O parlamentar explicou que a ausência de estrutura adequada fora da capital expõe o abandono histórico enfrentado pela população amazônica no acesso à saúde de qualidade e com atendimento médico especializado.

“No interior do Amazonas, muitas famílias vivem uma verdadeira peregrinação em busca de atendimento para crianças com TEA. Isso gera desgaste emocional, custo financeiro e, principalmente, atraso no tratamento”, afirmou.

Centro Especializado
Na prática, o centro especializado funcionaria com atendimento multiprofissional integrado, reunindo neuropediatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicopedagogos e assistentes sociais, garantindo acompanhamento contínuo e mais humanizado às pessoas com autismo.

Além de ampliar o acesso ao tratamento, a implantação do centro especializado também contribuiria para reduzir custos de deslocamento das famílias, garantir maior continuidade terapêutica e fortalecer políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.

O parlamentar lembrou, que a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista garante direito ao diagnóstico precoce, atendimento multiprofissional e acesso integral à saúde, mas, de forma efetiva, os serviços continuam concentrados nas capitais, especialmente na Região Norte.

“Não estamos falando de privilégio, estamos falando de dignidade, inclusão e acesso básico à saúde. O interior do Amazonas não pode continuar abandonado”, enfatizou Capitão Alberto Neto.

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