quinta-feira, 16 de julho de 2026

Vídeo: Quatro meses após amiga ter as pernas amput@das, jovem de 22 anos também é m0rta pelo marido 

A dor de um feminicídio que chocou São Paulo em dezembro do ano passado agora se repete em uma tragédia anunciada dentro do mesmo círculo de amizade. Priscila Versão, de 22 anos, foi morta pelo próprio marido na última segunda-feira (23), vítima de espancamento. Ela era amiga de Tainara Sousa Santos, de 31 anos, que morreu em dezembro de 2025 após ser arrastada por um carro em alta velocidade na Marginal Tietê, na Zona Norte da capital.

O suspeito é Deivit Bezerra Pereira, de 35 anos, motorista e marido da vítima. Ele foi preso em flagrante após dar entrada com o corpo da mulher em um pronto-socorro da região. De acordo com a Polícia Militar, Deivit alegou que Priscila teria morrido engasgada, versão imediatamente descartada pela equipe médica ao constatar múltiplas marcas de agressão por todo o corpo, evidência clara de espancamento.

Segundo as primeiras investigações, o casal esteve em um bar com apresentação de pagode na noite do crime. Testemunhas relatam que eles discutiram no local. Deivit teria agredido Priscila ainda dentro do veículo do casal. Em depoimento, ele afirmou que, após a briga, seguiu até um posto de combustível para comprar gasolina com a intenção de atear fogo ao próprio corpo.

Quando retornou ao estabelecimento, segundo sua versão, encontrou a mulher desacordada e sangrando na calçada. Foi então que decidiu buscar socorro. A narrativa, no entanto, não se sustenta diante das lesões apresentadas pela vítima.Um vídeo mostra a vítima correndo, tentando fugir, momento em que Deivit a puxa e a joga no chão, iniciando a agressão.

A vítima ainda grita: “socorro”. O rapaz então responde: “vai continuar gritando socorro?”. Ela chega a pedir para que ele pare com as agressões e acaba caindo no chão.

Histórico de violência

Priscila deixa três filhos, todos crianças, que agora crescerão sem a mãe. Familiares ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso, mas a proximidade com outro feminicídio escancara o ciclo de violência que atinge mulheres na capital paulista.

A amiga Tainara Sousa Santos permaneceu mais de 20 dias internada no Hospital das Clínicas após ser arrastada por um carro na Marginal Tietê, em 29 de novembro. O autor, Douglas Alves da Silva, dirigiu em alta velocidade enquanto a vítima estava presa ao veículo. Tainara teve as duas pernas amputadas, passou por pelo menos cinco cirurgias, mas não resistiu. O caso, inicialmente tratado como tentativa de feminicídio, foi reclassificado para feminicídio consumado após sua morte.

Douglas segue preso, assim como Deivit, que agora aguarda julgamento. A pena para o crime de feminicídio no Brasil varia de 20 a 40 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

Os dois casos correm em sigilo de Justiça.

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