A Polícia Civil concluiu as investigações e apontou o soldado da Polícia Militar Diogo Coelho como suspeito de matar a tiros o cachorro comunitário Caramelo, no dia 18 de janeiro, na Avenida Ragueb Chohfi, no Jardim Três Marias, zona leste de São Paulo. O crime foi registrado por câmeras de monitoramento e causou comoção entre moradores da região.
Diogo foi localizado na casa dos pais, no bairro Sacomã, e encaminhado ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), onde prestou depoimento. Ele foi indiciado por maus-tratos a animais com resultado morte e responderá ao processo em liberdade. A reportagem tentou contato com a defesa do policial, mas não obteve retorno até o momento.
As imagens que registraram o crime mostram Caramelo na calçada em frente a um shopping, acompanhado por dois seguranças. Em determinado momento, o cachorro começa a latir e um dos funcionários abre o portão. O animal permanece no local por alguns segundos até ser abordado por um homem que saca uma arma e dispara contra ele. Após os tiros, o suspeito foge.
Laudo necroscópico apontou que o animal foi atingido por sete disparos: um na cabeça, dois no peito e outros cinco espalhados pelo corpo. A identificação do PM foi possível após análise criteriosa das imagens pela Delegacia de Crimes contra os Animais do DPPC.
A polícia chegou a solicitar a prisão temporária do soldado, mas a Justiça negou o pedido, autorizando apenas a busca e apreensão no endereço onde ele reside. A arma utilizada no crime contra Caramelo já havia sido apreendida em outra ocasião: no dia 14 de fevereiro, Diogo reagiu a um assalto e atirou contra o criminoso. O armamento estava sob custódia das autoridades desde então.