A TV Globo é alvo de uma ação civil pública que cobra R$ 10 milhões por causa da forma como a palavra “recorde” é pronunciada durante o Jornal Nacional. O processo foi apresentado pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais.
O jornalista César Tralli, atual âncora titular do Jornal Nacional (cargo que assumiu em novembro de 2025), foi citado no processo como um dos exemplos de profissionais que utilizam a pronúncia considerada inadequada pelo órgão.
Segundo o procurador Cléber Eustáquio Neves, a repetição da pronúncia considerada inadequada em rede nacional teria impacto educacional e configuraria dano ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa.
Para sustentar a acusação, a ação reúne vídeos de telejornais e programas esportivos em que comunicadores usam a entonação questionada. O MPF afirma que, por operar concessão pública, a emissora deve observar o padrão formal do idioma.
De acordo com a gramática, “recorde” é paroxítona, com sílaba tônica em “cor”. O órgão também pede que a Justiça determine retratação em rede nacional, enquanto a emissora informou que não comenta processos em andamento.