O corpo de Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, foi localizado na tarde de terça-feira (10) em uma área de mata às margens da BR-262, em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A universitária, que cursava o último ano de Psicologia e sonhava em atuar na área de Recursos Humanos, estava desaparecida desde a tarde de segunda-feira (9), quando deixou o trabalho no Sistema Nacional de Emprego (Sine) e não retornou a Pará de Minas, onde residia.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi achada nua, de bruços e com um dos braços amarrados. A perícia confirmou sinais de violência física e sexual. A causa da morte, conforme apontam as primeiras investigações, foi asfixia por estrangulamento, possivelmente com um cabo de carregador de celular.
Imagens de segurança obtidas pela família e compartilhadas com a polícia mostram Vanessa deixando o Sine por volta das 14h e caminhando em direção ao ponto de ônibus. Em determinado trecho, um homem se aproxima, atravessa a rua e passa a segui-la. Outros registros indicam que houve luta corporal instantes antes do desaparecimento.
Suspeito do crime
O principal suspeito, de 28 anos, já possui passagens por estupro e tráfico de drogas. Ele deixou o sistema prisional em dezembro de 2025 e, segundo a Polícia Militar, teria fugido para Belo Horizonte após chegar em casa com marcas de sangue e arranhões pelo corpo. Até a manhã desta quarta-feira (11), ele não havia sido localizado.
Após a divulgação da imagem do suspeito, uma jovem identificada como Isabela Martins afirmou nas redes sociais que o homem tentou estuprá-la há dois anos, nas proximidades de uma academia em Juatuba.
O delegado André Luiz Cândido Ribeiro, da 1ª Delegacia de Juatuba, investiga o caso como feminicídio com violência sexual. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos do Instituto Médico-Legal (IML) para atestar oficialmente as circunstâncias da morte.
Vanessa era aluna do 7º período de Psicologia na Faculdade Católica de Pará de Minas (Fapam). Professores e colegas descrevem a jovem como “tranquila, dedicada e meiga”. Em nota, a instituição suspendeu as atividades do curso por dois dias e repudiou “qualquer forma de violência que tire vidas e sonhos”.