O Ministério Público de Santa Catarina abriu um procedimento para analisar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, durante as investigações da morte do cão Orelha, em Florianópolis.
O promotor Jadel da Silva Junior informou que são apurados possíveis crimes de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa. Também se avalia o uso de redes sociais para promoção pessoal em detrimento da publicidade institucional devida.
Desde o início do caso, quase metade das publicações do delegado-geral no Instagram mencionaram o ocorrido, incluindo atualizações das investigações e interações com influenciadores.
Paralelamente, o MP determinou novas diligências, como a reinterrogação do porteiro do condomínio onde o crime aconteceu. O processo sobre possível coação de testemunhas terá sigilo para proteger adolescentes indiretamente envolvidos.
O cão Orelha foi encontrado gravemente ferido na Praia Brava em janeiro e não resistiu. A polícia indiciou oito adolescentes e pediu a internação de um deles.
A defesa do adolescente apontado como principal responsável contestou as acusações, afirmando que as informações divulgadas são meramente circunstanciais. O caso segue em tramitação.