terça-feira, 20 de outubro de 2026

MP de Santa Catarina instaura procedimento contra delegado-geral por conduta suspeita no caso do cão Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina abriu um procedimento para analisar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, durante as investigações da morte do cão Orelha, em Florianópolis.

O promotor Jadel da Silva Junior informou que são apurados possíveis crimes de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa. Também se avalia o uso de redes sociais para promoção pessoal em detrimento da publicidade institucional devida.

Desde o início do caso, quase metade das publicações do delegado-geral no Instagram mencionaram o ocorrido, incluindo atualizações das investigações e interações com influenciadores.

Paralelamente, o MP determinou novas diligências, como a reinterrogação do porteiro do condomínio onde o crime aconteceu. O processo sobre possível coação de testemunhas terá sigilo para proteger adolescentes indiretamente envolvidos.

O cão Orelha foi encontrado gravemente ferido na Praia Brava em janeiro e não resistiu. A polícia indiciou oito adolescentes e pediu a internação de um deles.

A defesa do adolescente apontado como principal responsável contestou as acusações, afirmando que as informações divulgadas são meramente circunstanciais. O caso segue em tramitação.

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