Régys Odlare Lima de Freitas, ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), foi nomeado para o cargo comissionado de assessor especial no Ministério Público de Contas de Roraima (MPC). A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 28 de janeiro e tem efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026, com salário aproximado de R$ 14 mil. O órgão atua junto ao Tribunal de Contas do Estado na fiscalização jurídica e financeira da gestão pública.
A nomeação ocorre em meio a investigações da Polícia Federal (PF) que apuram um suposto esquema de fraudes e corrupção na UERR durante a gestão de Freitas. As operações da PF investigam indícios de manipulação de vestibulares e concursos públicos, com favorecimento de candidatos por meio de acesso privilegiado a provas e direcionamento de vagas.
Os desdobramentos das apurações também incluem suspeitas de superfaturamento e direcionamento em licitações da universidade, com possíveis desvios de recursos públicos. As investigações abrangem ainda indícios de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em diligências realizadas, a PF já apreendeu valores em espécie, moedas estrangeiras, joias e relógios de alto valor.
Em agosto de 2023, o reitor também foi alvo da operação Harpia, tendo alvo seu gabinete. Ele foi investigado por suposto esquema de propina envolvendo a universidade, após a apreensão de cerca de R$ 3,2 milhões.
Regys Odlare Lima de Freitas, que é advogado, ex-policial civil e doutor em Direito, foi reitor da UERR por oito anos. Antes da nomeação no MPC, ocupava o cargo de controlador-geral do Estado de Roraima. Os inquéritos da Polícia Federal seguem em andamento, sem conclusão judicial até o momento.