A Justiça de São Paulo condenou Leonardo Silva, de 21 anos, a 31 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da aposentada Nilza Costa Pingoud, de 62 anos, ocorrido em Barretos, no interior do estado. Natural de Planura, no Triângulo Mineiro, o jovem foi sentenciado por latrocínio, crime cometido com extrema violência e ocultação de cadáver.
O homicídio aconteceu no fim de julho de 2023, dentro da residência da vítima, que era ex-patroa do condenado. Leonardo confessou que matou Nilza por asfixia, utilizando um fio, e depois enterrou o corpo no quintal da casa. Durante a prisão, cerca de uma semana após o crime, ele declarou à imprensa que matou “por diversão” e também por vingança, afirmando não sentir arrependimento.
De acordo com as investigações, após o assassinato, o jovem permaneceu no imóvel por alguns dias, teve acesso a cartões e dados bancários da vítima e usou o dinheiro para fazer compras, incluindo a aquisição de uma motocicleta e materiais de construção usados para esconder o corpo. A Justiça determinou que os bens comprados com os valores sejam devolvidos à família.
Na sentença, o Tribunal de Justiça de São Paulo destacou a frieza do crime e o impacto social causado pelo assassinato de uma idosa. Leonardo foi preso em Frutal, em Minas Gerais, e a defesa informou que recorreu da decisão.