Uma adolescente de 13 anos foi expulsa de uma unidade do SESI Pará, em Belém, após sua família denunciar que ela teria sido vítima de abuso sexual por um colega de 16 anos dentro do transporte escolar e nas dependências da instituição. A informação foi divulgada publicamente pela mãe da estudante, Larissa Brito.
Segundo o relato da mãe, após tomar conhecimento do caso, a direção da escola prometeu afastar o adolescente apontado como autor e oferecer acompanhamento psicológico à vítima, mas nenhuma das medidas teria sido efetivada.
Em um episódio posterior, durante um campeonato de robótica promovido pela escola, a mãe afirma ter presenciado uma provocação do suposto agressor contra sua filha. Larissa interveio, discutiu com o aluno e o retirou do local, ato que a instituição classificou como agressão física.
Pouco depois, a escola decidiu expulsar a adolescente de 13 anos. De acordo com a família, a decisão ocorreu após a estudante sofrer uma crise de síndrome do pânico ao se deparar com o colega durante o mesmo evento. A irmã da vítima, que também estudava na unidade, igualmente foi desligada da instituição.
Em nota oficial, o SESI Pará informou que tomou conhecimento de “fatos graves envolvendo estudantes adolescentes” e que adotou providências conforme seus protocolos internos de proteção. A instituição afirmou ter disponibilizado acolhimento psicossocial, realizado ações pedagógicas e administrativas, e mantido cooperação com as autoridades. O comunicado ressalta a necessidade de cautela na divulgação de informações para proteger a identidade dos menores.
A família contesta a versão da escola, afirmando que o suposto agressor não foi afastado e que as medidas de apoio prometidas não se concretizaram. Além da expulsão das alunas, a mãe relata que a escola registrou um Boletim de Ocorrência contra ela. O caso segue sob acompanhamento das autoridades competentes.