quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Delegada presa em SP era casada com colega de polícia do Pará, mas mantinha namoro com líder do PCC

Uma delegada recém-empossada da Polícia Civil de São Paulo foi presa nesta sexta-feira (16) sob a acusação de manter vínculos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação, batizada de Serpens e conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), revelou um cenário de duplicidade na vida da agente: ela é casada formalmente com um delegado da Polícia Civil do Pará, mas mantinha um relacionamento amoroso com uma das lideranças do PCC no estado, identificado como Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”.

Layla Lima Ayub foi detida em uma casa alugada na Zona Oeste da capital paulista. As investigações apontam que, após assumir o cargo em dezembro, ela teria usado sua posição para atuar irregularmente como advogada em audiências de custódia, visando beneficiar presos ligados à organização criminosa.

A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e Marabá (PA), além de dois mandados de prisão temporária, sendo um contra a delegada e outro contra o integrante do PCC que estava em liberdade condicional.

Conexão perigosa e infiltração
A investigação revela que Layla compareceu à cerimônia de posse no Palácio dos Bandeirantes, em 19 de dezembro, acompanhada justamente pelo namorado, apontado como integrante de alto escalão do PCC no Pará. Após a posse, o casal teria se mudado para São Paulo, onde a delegada iniciou o curso de formação na Academia da Polícia Civil.

Entre as evidências coletadas está a atuação irregular de Layla, já como delegada, em uma audiência de custódia em Marabá no dia 28 de dezembro, na qual teria atuado como advogada para tentar libertar um membro da facção.

Há ainda suspeitas de que Layla e Jardel tenham adquirido uma padaria na Zona Leste de São Paulo pouco após a mudança, em possível operação de lavagem de dinheiro do crime organizado.

Juiz alerta para risco de ‘narcoestado’
Na decisão que autorizou a prisão, o juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital, ressaltou a gravidade do caso:
“Se comprovado que o PCC arregimentou a investigada para passar em um concurso público de delegada, […] pode-se afirmar que, se já não nos tornamos um narcoestado, estamos a poucos passos disso.”

O magistrado também destacou a ousadia da facção: “Um suposto integrante do alto escalão do PCC, […] comparece à cerimônia de posse de sua companheira como Delegada de Polícia”.

A Polícia Civil emitiu nota reafirmando seu compromisso em “prevenir e impedir a infiltração, influência ou penetração do crime organizado no tecido policial”, classificando o combate a essa ameaça como “prioridade estratégica”.

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