Cinco pessoas que dizem ter sido vítimas de abuso sexual por Michael Jackson acionaram a Justiça dos Estados Unidos pedindo uma indenização de US$ 200 milhões ao espólio do cantor. A ação voltou a tramitar nesta quinta-feira (15) após a família Cascio afirmar que um acordo confidencial firmado em 2020 foi assinado sob pressão e, por isso, não teria validade legal.
Segundo os advogados dos Cascio, os supostos abusos deixaram sequelas psicológicas graves nas vítimas. A defesa afirma ter reunido mais de 10 horas de depoimentos em vídeo dos cinco irmãos, material que sustenta o novo pedido judicial. Para o advogado Howard King, o valor solicitado é proporcional à gravidade das acusações e ao número de pessoas envolvidas.
Já os representantes do espólio de Michael Jackson rejeitam as alegações e classificam o processo como tentativa de extorsão. O advogado Marty Singer sustenta que a família Cascio estaria usando as acusações para obter vantagens financeiras e pressionar negociações envolvendo o patrimônio do artista, incluindo contratos e direitos comerciais.
O valor de US$ 200 milhões também é justificado pela defesa com base em um acordo feito ainda em vida por Michael Jackson, que teria pago cerca de US$ 25 milhões a Jordan Chandler nos anos 1990. O impasse voltou a se intensificar em 2024, quando a família Cascio passou a exigir mais de US$ 200 milhões, enquanto o espólio alega que houve ameaça de ampliar a divulgação das acusações para interferir em grandes negociações, como a venda de parte do catálogo musical do cantor à Sony.